Qual é a lombra?

terça-feira, 27 de maio de 2014

Um, dois e...

Os dias foram curtos e poucos, porém foram os melhores de toda uma vida e marcaram o tempo pelo qual vai durar o que sobrou e as lembranças: Para sempre.

A história será contada como fábula, pois vi como sonho o que passou e até agora quase não acredito que foi real.

O coração bate agora num compasso 3 por 4 das valsas que soavam nos tímpanos do espírito então leve e felizardo de estar andando, ou sentado, ou deitado ao teu lado.

Felizardo de trocar contigo mais do que versos e algumas palavras, que em seus pormenores deram diversos tons de verde que como água acalentaram a chama e o espírito vermelho daquele bardo atordoado de tanta agonia e sofreguidão vindos de amores passados, num abraço que poderia durar a eternidade.

Eis que surge a majestosa Lua nos olhos daquela guria e é aí então que o tempo para pelo olhar de tal fabulosa figura! Vê-se o interior inefável e, mesmo que a própria possa não achar, bondoso e sereno como as madrugadas em que anda sem se preocupar! E daí então os olhos fizeram todo o sentido! Sempre foram o que mais chamavam a atenção do dono deste pequeno prelúdio de conto confuso! Nunca reparou na volúpia do corpo da dona daqueles olhos lunares, pois as curvas dos lábios e o tom dos cabelos lhe eram ainda tão importantes visões quanto os olhos da moça! E mesmo que tivesse reparado, nunca se encantou por formas. A Lua muda de aparência de tempos em tempos e para ele continua linda como sempre, pois mais importa a essência e o que ela representa ao pequeno que vos conta essa fábula curta, maravilhosa e confusa dos dias em que finalmente pôde dividir um pouco de sua vida com sua amada.

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