Em tona, "dê"
é o espírito rei que segue a abertura do momento
em que confiança não rege a esperança
de um ser profano ou divino,
ou os dois...
Passo a vida sem destino
e por isso
sigo pelo rumo em que um feixe de luz lunar
é o caminho.
Peço
e rezo
que a paz do intenso
venha no que vejo em teu olhar secreto.
Ando em vago passo reto,
rumo ao discreto tom do que almejo.
Mas errado,
ajo no que mata a fé
e bebo-te num gole de café,
de ré numa penumbra fina e a esmo,
ainda que toda a folia a pé,
seja de pura verdade
mesmo.
Falha alta minha, eu confesso,
em auto valor de confiança.
Mas que toda aquela esperança
não se vá em vão extremo,
pois tudo o que agora eu temo
é que no destino tino tu me faltes
por eu simplesmente
não ter conseguido
te assegurar aqui comigo.
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