Qual é a lombra?

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Destino

Destino, o fabuloso
Não me deu nome de anjo
Porém ganhei as asas do Tempo
E trago nos pés o vento
Que derruba as folhas das árvores

Conto os dias como os índios
E contemplo das nuvens
Os ciclos e amores da Lua

Quando não esqueço, desço
E atravesso uma rua sem nome
Onde mora a Solidão
Lhe faço uma visita

Enquanto isso
A Esperança
Imortal e trapaceira
Enfeita com mais areia de sua algibeira
A ampulheta que conta o tempo nos sonhos
Dizendo que devo esperar o dia
Em que a Lua ficará vermelha outra vez
E que nesse dia, talvez, quem sabe,
A Lua possa dividir comigo
Uma garrafa de vinho tinto

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