Destino, o fabuloso
Não me deu nome de
anjo
Porém ganhei as asas
do Tempo
E trago nos pés o
vento
Que derruba as folhas
das árvores
Conto os dias como os
índios
E contemplo das
nuvens
Os ciclos e amores da
Lua
Quando não esqueço,
desço
E atravesso uma rua
sem nome
Onde mora a Solidão
Lhe faço uma visita
Enquanto isso
A Esperança
Imortal e trapaceira
Enfeita com mais
areia de sua algibeira
A ampulheta que conta
o tempo nos sonhos
Dizendo que devo
esperar o dia
Em que a Lua ficará vermelha outra vez
E que nesse dia,
talvez, quem sabe,
A Lua possa dividir
comigo
Uma garrafa de vinho
tinto
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