Qual é a lombra?

domingo, 27 de abril de 2014

Sinos de trovão

"...mesmo que a noite me traga a alegria do imensurável,
inefável e incompreensível inundar de encontros imensos, inimagináveis,
inertes ao intocável peso de um intransigente ímpeto inadmissível de cores indecentes,
indesejáveis, inflamáveis, infames e infinitas...

infinitas...
infinitas de formas bonitas...
bonitas como a imagem de ti
sugando o néctar da flor inocente...
inocente ao segredo impar
revelado no tempo em que interages
com a natura imaculada
na insustentável leveza
dum instante futuro que ainda não veio,
num vil vão de tempos justos com o teu.

ai, quem dera eu
chegar num momento em que outrora
não fosse outrem em que alguma hora
viesse a pensar que agora,
justamente agora,
em vez de ficar
tenha que ir embora...

embora pra um lugar em que bem conheço a aurora
e aurora essa em que não vais estar,
pra ver o sol nascer
e eu te amar
bem antes do sol chegar...

inusitadamente, eu
ao eclipsar do luar
em teu caminho."

Nenhum comentário:

Postar um comentário