Qual é a lombra?

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Loop do Retorno

A pergunta do suspiro
A resposta com sorriso
O encanto do rosto
Uma prova só pra saber o gosto

Como disse antes:
A vida nos dá um doce
Espera que a gente prove
E com a mão que nos presenteia
Soca nossa cara
Antes de chutar nosso estomago
Depois toma o doce de volta
Com a outra mão
Enquanto estamos caídos no chão


    Relatório:

    “Quando voltei, tive a sensação de que havia passado um furacão por ali. Fios vermelhos, pedaços de papel e de pipoca, as coisas bem fora do lugar. A cidade estava vazia de onde vi. Havia apenas gatos e a bagunça. Meus olhos arregalaram. Quase pude ver o silêncio. Senti bater no peito o ar que saía dos meus pulmões em forma de vento. Como se fosse o movimento de uma obra musical erudita, o som da respiração harmonizava com o silêncio do lugar. Entendi melhor tuas perguntas.

Final de uma era: Prelúdio de outra ou o começo da nova?


     A solidão veio em forma de solitude. Fazia tempo desde a última vez. Isso não costumava acontecer depois de tais eventos. Acho que finalmente aprendi a lidar com a perda e falta de esperança. O tempo não existe e a coerência se esvai. Frases soltas tentam se encontrar fora de contexto na minha mente, fazer sentido, mas são como peças de quebra-cabeças diferentes tentando se encaixar. Apesar da confusão, é fácil chegar a essa conclusão. Talvez eu só esteja complicando o que é simples. O mistério é inexistente. Todos sabem, ninguém quer dizer. Resta apenas a dúvida se estamos não falando do mesmo assunto, da mesma coisa. ‘Fiz alguma coisa errada?’, ‘O que é errado?’, ‘Te dei alguma ideia errada?’, ‘Me fala o que é. Eu não entendo’.”


(Pinguins no País das Maravilhas)

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