A pergunta do suspiro
A resposta com
sorriso
O encanto do rosto
Uma prova só pra
saber o gosto
Como disse antes:
A vida nos dá um doce
Espera que a gente
prove
E com a mão que nos
presenteia
Soca nossa cara
Antes de chutar nosso
estomago
Depois toma o doce de
volta
Com a outra mão
Enquanto estamos
caídos no chão
Relatório:
“Quando voltei, tive a sensação de que
havia passado um furacão por ali. Fios vermelhos, pedaços de papel e de pipoca,
as coisas bem fora do lugar. A cidade estava vazia de onde vi. Havia apenas
gatos e a bagunça. Meus olhos arregalaram. Quase pude ver o silêncio. Senti
bater no peito o ar que saía dos meus pulmões em forma de vento. Como se fosse
o movimento de uma obra musical erudita, o som da respiração harmonizava com o
silêncio do lugar. Entendi melhor tuas perguntas.
Final de uma era:
Prelúdio de outra ou o começo da nova?
A solidão veio em forma de solitude. Fazia
tempo desde a última vez. Isso não costumava acontecer depois de tais eventos.
Acho que finalmente aprendi a lidar com a perda e falta de esperança. O tempo
não existe e a coerência se esvai. Frases soltas tentam se encontrar fora de
contexto na minha mente, fazer sentido, mas são como peças de quebra-cabeças
diferentes tentando se encaixar. Apesar da confusão, é fácil chegar a essa
conclusão. Talvez eu só esteja complicando o que é simples. O mistério é
inexistente. Todos sabem, ninguém quer dizer. Resta apenas a dúvida se estamos
não falando do mesmo assunto, da mesma coisa. ‘Fiz alguma coisa errada?’, ‘O
que é errado?’, ‘Te dei alguma ideia errada?’, ‘Me fala o que é. Eu não
entendo’.”
(Pinguins no País das Maravilhas)
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