Um tal de mar de rosas amarelas me pediu pra nadar
Mar de males feito de flores tão belas
O que esconde o perigo delas
Navego a bordo de uma caravela só pra desafiar
Cantos de sereias e monstros marinhos
Avisto entre as ondas o espinhos do lugar
E vai dizer pr'eu me cuidar
Que reza para o barco não virar
Pode ser que eu leve
Algum desses nossos grilhões dos dias e sossegue
Vira dor no caminho
Dedo no espinho
Se importar
Deixa que eu sigo sozinho
E até um redemoinho
Vai me levar
Onde quero chegar
Prepara uma canjinha, por favor
Que é pra quando eu voltar
E estiver chegando, já sentir o cheiro
Ter mais motivos pra ser mais ligeiro
Não importa o quanto sedutora seja a beleza do mar
Comparam com a tristeza e uma cortesã
Prazer por opção, sofrer, escolha vã
E vai dizer pr'eu me cuidar
Que a reza é para o barco não virar
Pode ser que eu leve
Algum desses nossos grilhões dos dias
E sossegue.
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