Qual é a lombra?

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Cinco e meia da manhã

Deito e passo horas, horas, horas
De olhos bem acesos
De luzes apagadas
Mas não dá pra dormir
Depois que essa bendita cama de solteiro
Ficou assim gigante, enorme e imensa
Sem ti

Depois que se acostuma a respirar noites inteiras apenas o teu cheiro
E o tato do rosto com os fios dos teus cabelos
Depois de encher tanto os meus braços
Com os teus abraços apertados
De menina que só quer um tanto de paz

Ficou mais difícil de dormir
Sem ter alguma dessas coisas e assim

E olha que te me mexes pra caramba
Carapanãs me ferram
Mas contigo eu durmo bem
E sonho que continuamos a conversa
Que deixamos pro outro dia
Antes de dormires também

Mas agora por mais cansado que eu esteja
Só durmo bem, e olhe lá, depois de mil goles de cerveja
Ou do álcool que vier
Nas noites que eu estiver zanzando por aí
E à pé
Que a bicicleta é tua
E eu devolvi

E mesmo que eu tivesse todo o conforto do mundo
Trocaria tudo pelo teu colchonete
Mesmo que ele estivesse imundo de sujo, rasgado
Ou apenas mal lavado

Mas que fosse pra dormir contigo mais uma vez
E mais outra e outra e outra e outra e sempre...

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