Qual é a lombra?

segunda-feira, 2 de setembro de 2019

Autopausa

São tantas as coisas para se dizer! Devo então começar pelo amor não correspondido ou pelo perdido? Pela frustração profissional ou pela pela segunda-feira de sono até mais tarde? Pelo café sem açúcar ou pelo adoçante? Pela testa suada ou pelo gosto amargo? Pela lágrima ou pelo choro? Pela criança ou pelo brinquedo na vitrine? Pelos pés ou pelo aleijado? Pela segurança ou pelo salto de olhos fechados? Pela fé ou pelo pecado? Pelo amor ou pelo perdão? Pelo amor ou pelo perdão?! Pelo amor ou pelo perdão??!
Sabe? Pois sem o perdão não haveria motivo pra estarmos de mãos dadas agora. E é o que eu te mostro. Olha! Viu?
Sem que houvesse motivos pra perdão não haveria a aproximação, então não haveria consciência, e não haveria dor, e não haveria sofrimento, e não haveria des-ilusão; Não haveria. Você faria o quê? Seguiria o rumo de volta ao que lhe talvez deu mais prazer?! É isso? Pois foste! TU disseste que sim. Em letras garrafais na expressão mais sínica do mundo, foste tu quem quebrou meu coração. Mas passou. Passou bonito, passou gostoso. Passou legal, sabe? Passei a aceitar que amar é deixar liberto. O amor é incerto. Incerto demais para que eu possa te explicar nessas palavras. São mais gestos, mais ritmos, mais tempos, mais olhares e situações. Perdão até à aquelas que não soube amar! Peço desculpas, de verdade. Às vezes o amor existe e não sabemos expressar. É normal. Em cada canto existe um ponto menor onde a gente acha que cabe a própria dor, mas não existe dor que caiba num canto onde se possa abandona-la. Ela se posta atrás da porta do banheiro, onde a gente pensa... E pensa muito e muito, com cabeça de mula. E pensa que se num lugar qualquer em que a gente se encontrar, eu finalmente ouvirei de tua boca algo que fales, mas que diga "Sou minha".

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