Quanto tempo foi requerido
pra veres o mundo girar em torno do teu umbigo?
Pra passar o inverno sem nenhum amigo?
Pra casar ao inverso e dizer "sim", eu digo?
Pra causar o inerte de outra cor de dor?
Quanto tempo, meu querido?
Já nunca mais havia o visto
nem mais sentido
o vento da tua rua estreita
em tom de música aos meus ouvidos.
Que passa, linda flor
que ainda broto recebeu e deu amor?
Que dúvida o tempo te trará certeza?
Qual teu lugar na mesa?
Qual tua comida predileta, me diz?!
Qual honra justifica teu orgulho?
Qual orgulho merece mais que indiferença?
Que olhar tu não tivestes como ponta pé?
Pensa, pensa, pensa!
Amigo.
Não são as respostas que devem ser satisfatórias,
são as perguntas.
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