Lembra-se do toque,
Da história, da
malemolência,
Mas sem dó a ausência
de tão querida presença
Faz com que a mente o
sufoque.
Agora a ausência de
ar nos pulmões,
Que anseiam por um
cigarro,
Causa quase as mesmas
sensações
Que a dos beijos na
orelha, as súplicas sussurradas,
Os "suspiros depois", os
abraços, os olhos...
Nos olhos apertados apertados.
A cor da incomoda
lâmpada
Que tarda a apagar,
Se esvai em delírios
visuais que a solidão traz.
Pois o tom do pouco
sol que entrava pela janela
Aos horários da única
visita
Era diferente.
E lembra-se de
repente,
como se já não fosse
tortura o suficiente,
Das conversas
quentes,
Dos encontros
frequentes
E até das fotos de
seus dentes.
Recorda a dor da
perda e a calma de lidar,
A cor da flor do
vestido, do amor e de tudo que não vai passar.
Recorda a raiva e a
paz de agora.
Sente-se bem por ter
sido deixado em boa hora,
E vai embora
Chamando o deserto de
“Solitude”.
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