Qual é a lombra?

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Página 59

Por Cíntia Cardoso Pinheiro




Página 59


O Último Guerreiro


Era quase alguns giros e meio da terra quando um homem tímido apareceu no Reino de Passárgada. Trazia consigo apenas um violão e alguns tons. Era um bardo, vindo de uma terra distante.




- Todos os bardos do mundô tem livre acesso ao reino!!! - Vibraram as cinco marias. Cada uma com seu dom. 




Por ser um reino mágico, as regras, deveres e condições eram ditas sem dizer. E foi então que o bardo soube, sem ouvir, que para ser incluído no reino era preciso ser mais que um bardo. Por melhor que fosse. Era preciso provar, sem dizer, que tinha superpoderes tão incríveis quanto as marias que lã viviam. O bardo, então, foi derrotado sem ser. Por tanta exuberância de movimentos, falas e gestos e coisas e fatos e fantasias e... E... E... Sim... Eram movimentos gigantescos, atos compridos, sutilezas escancaradas. Era assim, ampla, a vida em Passárgada.
Ele, se retirou, foi até o cajueiro mais alto do reino. Pensava e pensava.


- Como triunfarei e conquistarei o mais puro brilho no olhar destas cinco?


Foi quando dentro de si, como cabe aos melhores bardos, observou poesias e lá do alto pode reconhecer os pontos fracos de cada uma das mulheres do reino. Sim, reino mágico este. - Quem diria?! - Disse o bardo. - Cada mulher carrega em si, neste reino e que sabe nos demais, superpoderes que são, na verdade, seus pontos fracos!! - O bardo deleitou-se. Aproveitou seu papel de bardo, tão importante quanto os demais, almoçou na casa real, as sete horas. Seu olho ardia de tanto brilho, embora sem dizer. Enfim adormeceu, com um acréscimo de estima por si mesmo.

Enfim, após alguns giros inteiros da terra, o bardo partiu. Não se sabe bem ao certo para onde, mas ele, o bardo, o poeta, o homem, com suas letras e poesias, venceu todas as mulheres, sem vencer. Conquistou todas as mulheres e seus mais sinceros brilhos. Tudo aconteceu sem dizer e sem estar presente. Dizem que foi pelo vento. O bardo com seus golpes minimalistas, bloqueou as gigantescas mulheres. Não se sabe até hoje se ele, de fato, apreciou a glória, mas uma coisa é certa: tal qual um conto chinês, nesta história, golpes curtos e precisos venceram algumas extravagâncias, e por isso que o bardo ganhou o titulo de Guerreiro Gafanhoto do Reino de Passárgada.

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