Por Cíntia Cardoso Pinheiro
Página 59
O
Último Guerreiro
Era
quase alguns giros e meio da terra quando um homem tímido apareceu no Reino de Passárgada. Trazia consigo apenas um
violão e alguns tons. Era um bardo, vindo de uma terra distante.
- Todos os bardos do
mundô tem livre acesso ao reino!!! - Vibraram as cinco marias. Cada uma com seu
dom.
Por ser um reino
mágico, as regras, deveres e condições eram ditas sem dizer. E foi então que o
bardo soube, sem ouvir, que para ser incluído no reino era preciso ser mais que
um bardo. Por melhor que fosse. Era preciso provar, sem dizer, que tinha superpoderes
tão incríveis quanto as marias que lã viviam. O bardo, então, foi derrotado sem ser. Por tanta exuberância de
movimentos, falas e gestos e coisas e fatos e fantasias e... E... E... Sim...
Eram movimentos gigantescos, atos compridos, sutilezas escancaradas. Era assim,
ampla, a vida em Passárgada.
Ele,
se retirou, foi até o cajueiro mais alto do reino. Pensava e pensava.
- Como triunfarei e
conquistarei o mais puro brilho no olhar destas cinco?
Foi quando dentro de
si, como cabe aos melhores bardos, observou poesias e lá do alto pode
reconhecer os pontos fracos de cada uma das mulheres do reino. Sim, reino mágico este. - Quem
diria?! - Disse o bardo. - Cada mulher carrega em si, neste reino e que sabe
nos demais, superpoderes que são, na verdade, seus pontos fracos!! - O bardo
deleitou-se. Aproveitou seu papel de bardo, tão importante quanto os demais, almoçou
na casa real, as sete horas. Seu olho ardia de tanto brilho, embora sem dizer.
Enfim adormeceu, com um acréscimo de estima por si mesmo.
Enfim, após alguns
giros inteiros da terra, o bardo partiu. Não se sabe bem ao certo para onde, mas ele, o bardo, o poeta, o
homem, com suas letras e poesias, venceu todas as mulheres, sem vencer. Conquistou
todas as mulheres e seus mais sinceros brilhos. Tudo aconteceu sem dizer e sem
estar presente. Dizem que foi pelo vento. O bardo com seus golpes minimalistas, bloqueou as gigantescas
mulheres. Não se sabe até hoje se ele,
de fato, apreciou a glória, mas uma coisa é certa: tal qual um conto chinês,
nesta história, golpes curtos e precisos venceram algumas extravagâncias, e por
isso que o bardo ganhou o titulo de Guerreiro Gafanhoto do Reino de Passárgada.

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