Distraio-me com o
copo e com o violão,
Inebrio-me com o
conteúdo e com a canção,
E trago uma chave
presa ao pulso por um elástico.
A chave dança no
balanço do embalo,
Mas dissona mais que
os acordes dissonantes.
Bate no corpo da
viola sem nenhum compasso,
Então resolvo mudar a
chave de braço.
Agora com a tal presa
ao pulso esquerdo,
Fumo um cigarro,
Bato as cinzas pro
lado,
Gesticulo enquanto
falo
E ela continua quieta
e sem cadeado.
Ao lado da guia verde
das florestas,
A chave assiste todas
aquelas minifestas.
Vê a importância que todos
têm uns para os outros
E compara a sua com a
do presente
Com o qual compartilha o mesmo braço.
Não acha justo.
Reivindica seu espaço,
Faz um grande
estardalhaço (embaraço)
E amarra-se feito um
laço
Ao presente dado antes
de um amaço.
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