Sessão de achados e perdidos: O desafio.
Moça-mulher, menina marota tem uma casa.
Quente, macia, molhada.
Que trás até mim, mas me deixa há uma certa distância
E diz que tenho que percorrer um caminho.
Vou bem de mansinho.
Ando calado.
Beijos e abraços
E toco as campainhas.
Todas as duas e ao mesmo tempo.
Uma com os dedos e a outra com a língua.
Faço um barulho.
Só um sussurro.
As janelas se fecham, mas a porta se abre um pouquinho.
Devagarinho... (De - va - ga - ri - nho)
De repente a moça aparece e me desafia.
Diz que eu tenho que descobrir a casa com uma mão só.
Isso eu faço rápido, rapidinho.
Na casa já então sem panos ou cortinas,
Eu entro e saio várias e várias vezes.
Quero que a moça me cumprimente muito,
Pois a cada vez que entro, ela me abraça e me aperta,
E quando saio, ela me agarra.
Força e vontade.
Ficamos suados.
A casa molhada, inunda-se.
E a cada encontro, nossos corpos se estalam.
E mais e mais intensamente.
Expressões de dor.
Mas tudo é tão prazeroso que não se sabe a hora de parar.
E mais e mais.
Das janelas escorrem lágrimas,
Da porta, uma cachoeira.
O que é feito pra repouso, cansa:
Um colchão e uma cadeira.
E é assim, que a gente sabe que pode ser feliz.
ResponderExcluirBonito texto, gafanhoto.
Obrigado, Amazona!
ResponderExcluirEu realmente estava bem feliz quando escrevi isso.