Qual é a lombra?

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Suspenso na Estrela


É só para eu passar a eternidade
Pairando no ar,
Deixando o vento me levar,
Que eu leio os teus olhos, pequena.
E me dizem tantas, mas tantas coisas ao mesmo tempo.

É só para eu pisar cada vez menos no chão
E ficar cada vez mais leve, mais solto,
Mesmo nos teus abraços apertados
Sentindo teu coração batendo no meu peito
E o meu no teu,
Disritmadamete exatos
Um no outro.

Ai, pequena.
É só para poder eu fisgar com a língua
Essas tuas lágrimas.
Um gostinho leve
Para traduzir o que te faz transbordar assim.

Ai, pequena pequena.
Se soubesses do mal que trago em mim,
Da dor que me trouxe aqui.
Se soubesses do meu coração de pó,
Pois tantas vezes quebrado.

Mas, pequena.
Mesmo sem saberes de nada,
Trataste e curaste cada enfermidade do meu ser
Como se sempre tivesse sido teu o direito de assim fazer.

A gente não se espera,
A gente se tem.
Sem dor e nem pressa
Fazemos tudo o que nos convêm,
Na carne ou na mente,
Na carne e na mente,
Um do outro,
Da gente.

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