Qual é a lombra?

domingo, 5 de agosto de 2012


Ele costumava achar dias como esse “sensacionantes” ( como seu vocabulário híbrido indica), mas hoje não foi assim. Teve momentos felizes e lindos, mas o dia para ele resumiu-se em outra palavra: estranho.
Ouviu uma nova compositora e suas canções, gostou muito das duas, foi trabalhar, tomou algumas cervejas depois do trabalho. Mas foi nos inúmeros cigarros que fumou, um após o outro, que percebeu que em seu dia havia algo diferente. Sentiu que não lhe causava efeito algum aqueles “cigarros de macho”. Seria a falta do que já não lhe tem o valor? A falta do que já não lhe faz falta? Resumiu e simplificou seu pensamento e sentimento em relação a esse dia e concluiu que sim, era a falta. Por mais que não soubesse dizer exatamente do que sentia falta. Também quis nem saber ou se preocupar com isso. Ele só está vivendo uma de suas nove vidas, como seus seis gatos de estimação. E convenhamos, ele só viveu plenamente uma duas ou três dessas.

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