Ele costumava achar dias como esse “sensacionantes” ( como
seu vocabulário híbrido indica), mas hoje não foi assim. Teve momentos felizes
e lindos, mas o dia para ele resumiu-se em outra palavra: estranho.
Ouviu uma nova compositora e suas canções, gostou muito das
duas, foi trabalhar, tomou algumas cervejas depois do trabalho. Mas foi nos
inúmeros cigarros que fumou, um após o outro, que percebeu que em seu dia havia
algo diferente. Sentiu que não lhe causava efeito algum aqueles “cigarros de
macho”. Seria a falta do que já não lhe tem o valor? A falta do que já não lhe
faz falta? Resumiu e simplificou seu pensamento e sentimento em relação a esse
dia e concluiu que sim, era a falta. Por mais que não soubesse dizer exatamente
do que sentia falta. Também quis nem saber ou se preocupar com isso. Ele só
está vivendo uma de suas nove vidas, como seus seis gatos de estimação. E
convenhamos, ele só viveu plenamente uma duas ou três dessas.
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