- Preservamos o pouco que foi bom na memória, com registros, até então, eternos. Da alegria ao fim e agora ao pós-fim com um texto em uma lápide.
- Cientes de que se tirar a parte ruim não sobra nada?
- Sim? Tem muito material. É o que liga as partes boas em outros tempos, que não o inicial.
[silêncio]
(A conversa continua em qualquer coisa que reitere o que foi dito. O ciclo se repete, cada vez mais com medo de dizer algo errado e pesado, pesando no tom e na consciência.)
- A história tá no museu.
- Tá no museu de Bacurau.
- Tá no museu ou é o museu?
- É o museu de Bacurau?
(Se olham e a conversa suspende no ar com ar de concordância. Clima bom. Beijo no final.)
[continua?]
(Pergunta retórica.)
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