Nunca é muito tempo pra depois,
embora o vento me leve contigo.
Vais ver que num momento decisivo
a profecia em peça vira circo.
Em tom de uma reza com Maria
o doce do agridoce se azeda.
Amarga o mel da Lua,
e vais mirando a rua
com o dom de dar desdem ao que já é teu.
Sempre vou lembrar de ti, mas já cansei
de sentir o que eu sinto quando eu lembro.
Sim, eu vou me desacostumando
a admirar o brilho
que encontro procurando
sob as pálpebras dos teus olhos puxados.
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