Entre todos os versos que já te dei
existe o silêncio da reciprocidade do contemplar.
Sem resposta após visualizar o apego,
sinto-me imerso na solidão adquirida
daquelas palavras de outras intenções
que entendestes tão bem e mal.
Agora, da faca, só a esperança que me fere.
Antes fosse a hora de te ir embora
para os braços que me negas tuas palavras vãs.
Pois há muitos tempos aprendi de ti
que nada que me digas posso levar em consideração
senão teus atos.
Olha a tua volta!
De tudo que renegas, o que te permanece?
A casa ainda é tua! Os amores ainda são teus!
Só não é mais teu a fuga do inesperado,
os dias caóticos da inebriante paixão do recém nascido amor.
Aquela paixão fervorosa que buscas longe, tão mal acostumada.
E mesmo que o calor que arde ainda no peito dos amantes que deixarás para trás
não te seja o suficiente,
eficiente será o teu leve sorriso e o timbre da tua voz,
para os ouvidos das almas e para remendar tais corações estilhaçados,
teu "Oi!" tímido de alegria do reencontro marcado e atrasado.
Domingo não haverá espetáculo.
Grato pelo esforço e pela atenção.
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