Pingava rubra e lancinante gota do estandarte que te impunhas.
Estilhaçaram mil botões ao vento ao ver-te em desdita comunhão.
Impôs-se até a fúria de nuvens púrpuras a lacrimejar um véu de perolado vidro.
Criada em útero primogênito a florescer culminâncias de dores
A ânsia deixou vestígios nos teus e em outros ouvidos
Dragões inúteis te queimaram os olhos,
línguas lambuzadas de pudores te molharam a tenra face,
Os turvos olhos queimados
Que enviesaram miragens distantes do universo que se adiantava
Ao ponto de engolires a sanha
Desterrada pelo apelo da solícita paixão
Untaram-se mãos e te suplicaram
A esmo resistiu em ti a insinuação latente
Dissipada em água salgada ,secando em tuas beiras
Tudo por volta das vias e veias e Luas a te cercar
Força que desmediu barreiras
Teu carro descarrilou fronteiras
Por cuspires demais no ardor
Em meio de dançares com lâminas
Arranhastes a tez, descortinando a raiz
Origem de insensatez calando bulhas gritantes
Soprada ao redimir –te nos modos
Agora apenas escorre o sumo vermelho
Fagulhas te imbuíram na decantação
Embainhas tuas quimeras
Destempera a sacralização
O equilíbrio se aprimorou na queda que simulastes
Obtusas forças te decorrem
A força(qual)delibera a aspiração gritada
Espalharam outras mil pétalas ao vento, por te seres contradição
Fios do desenlace no embaraço a refugiar-te
Descalçastes os pés teus lanhados e te pões em rodopio
Num outra etérea direção
☽

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