Qual é a lombra?

domingo, 27 de julho de 2014

Como quiseres (mas não diz que é meu)

Pingava rubra e lancinante gota do estandarte que te impunhas. Estilhaçaram mil botões ao vento ao ver-te em desdita comunhão. Impôs-se até a fúria de nuvens púrpuras a lacrimejar um véu de perolado vidro. Criada em útero primogênito a florescer culminâncias de dores A ânsia deixou vestígios nos teus e em outros ouvidos Dragões inúteis te queimaram os olhos, línguas lambuzadas de pudores te molharam a tenra face, Os turvos olhos queimados Que enviesaram miragens distantes do universo que se adiantava Ao ponto de engolires a sanha Desterrada pelo apelo da solícita paixão Untaram-se mãos e te suplicaram A esmo resistiu em ti a insinuação latente Dissipada em água salgada ,secando em tuas beiras Tudo por volta das vias e veias e Luas a te cercar Força que desmediu barreiras Teu carro descarrilou fronteiras Por cuspires demais no ardor Em meio de dançares com lâminas Arranhastes a tez, descortinando a raiz Origem de insensatez calando bulhas gritantes Soprada ao redimir –te nos modos Agora apenas escorre o sumo vermelho Fagulhas te imbuíram na decantação Embainhas tuas quimeras Destempera a sacralização O equilíbrio se aprimorou na queda que simulastes Obtusas forças te decorrem A força(qual)delibera a aspiração gritada Espalharam outras mil pétalas ao vento, por te seres contradição Fios do desenlace no embaraço a refugiar-te Descalçastes os pés teus lanhados e te pões em rodopio Num outra etérea direção

Nenhum comentário:

Postar um comentário