Qual é a lombra?

sexta-feira, 14 de junho de 2013

E no final... =]

Tua voz, sempre tão bonita e suave, me rompe os ouvidos da alma no momento em que tivestes a sensação de precisar elevar os tons para que eu te escutasse melhor. Então me calei e não ouvi uma só palavra do que tu dissestes. Sobre o que pensavas me dei apenas a preocupação de te fazer entender que já não me importava mais. Teimastes com minha palavra, me chamastes de “fodão”, então perdi as esperanças e deixei o silêncio “eloquentizar” a profunda frieza com a qual encarava aquela situação, te olhando nos olhos, num ato que fez o tempo passar bem devagar. O que me fez perceber que há muito tempo não te olhava daquele jeito e também perceber o que foi preciso para que isso acontecesse de novo. O tempo foi se tornando cada vez mais lento, me fazendo refletir mais ainda sobre tudo o que nos levou àquele momento. Então, tão profunda quanto minha frieza, tristeza e arrependimento tomaram conta de mim. Mas sendo já tão tarde para me arrepender de tanta coisa, me restou apenas desapegar de todos os dias e sentir orgulho do meu plano quase perfeito de finalmente me livrar de toda aquela carga de preocupação e culpa, amor e ódio... por ti e de ti.


Realmente tudo pode dar certo.

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